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07/08/2013

7 anos de Lei Maria da Penha. O que mudou?

Por Janethe Fontes

Quero abrir o tópico explicando primeiro o que é violência contra a mulher:


Na definição da Convenção de Belém do Pará (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra a mulher é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada. A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres...



A Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que está completando sete anos, foi uma conquista para as mulheres, já que surgiu como forma de prevenir e também de dar assistência e proteção às vítimas de violência doméstica e familiar, assim como penalizar aqueles que cometem tal crime.

Mas, por que temos a sensação que os casos de violência contra a mulher estão aumentando?

Ato do movimento de mulheres em Porto Alegre. Foto de Cintia Barenho no Flickr
(direitos reservados)


Segundo alguns pesquisadores, o aumentou se deu porque um número cada vez maior de mulheres está se encorajando a denunciar casos de agressão. Mas será que é só isso?

Um levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus parceiros. No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada, e a cada 2 horas 1 mulher é assassinada.

Ainda segundo apontamentos, há três anos, o Brasil ocupa a 7ª posição na listagem dos países com maior número de homicídios femininos. E conforme o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, que desenvolveu um Mapa de Violência detalhando os crescentes índices de mulheres assassinadas em todo o Brasil, na divisão por estado, o Espírito Santo detém o 1º lugar no ranking dos 10 estados com os maiores números de homicídios. Veja abaixo:



Outra pesquisa, desta vez realizada pelo DATASENADO/03/2013, informa que muitas vítimas não denunciam os companheiros à polícia por prever que eles não serão punidos. E, infelizmente, fica difícil convencer que a punição realmente acontece quando se vê tantos casos provando justamente o contrário. Ainda assim, a única forma possível de minimizar a violência é denunciando. Até porque a Lei Maria da Penha é bastante eficiente, as falhas estão no cumprimento, já que, lamentavelmente, entre o que se encontra na lei e o que vemos na prática, ainda existe uma distância espantosa. Juízes machistas dão causa ao homem agressor e as medidas de proteção (como proibição de aproximação da vítima e seus familiares), muitas vezes, demoram a ser despachadas — e, quando são, nem sempre são cumpridas. Daí, fica realmente muito difícil. A sociedade tem de exigir que a Lei Maria da Penha saia integralmente do papel e de fato proteja as mulheres.

Alguns elementos como álcool, drogas e ciúme também são apontados como desencadeadores da violência contra a mulher, mas o fato é que em nossa sociedade, e em vários outros países do mundo, a supervalorização do “homem”, em contraste com a desvalorização da “mulher”, que se reflete na forma de educar as crianças, ainda é, também, um dos fatores perpetuadores desse tipo violência. Afinal, a violência contra a mulher é uma prática que está intimamente ligada à cultura machista. Por isso, para mudar esse panorama e diminuir as desigualdades, é preciso investir em mudanças na educação de nossas crianças, de nossos jovens, enfim, de nossa sociedade. E isso tem de ser feito em casa e também nas escolas. Aliás, a escola, o educador, tem papel fundamental na formação da cidadania; portanto, não pode se omitir aos debates, às reflexões sobre esse tipo de assunto. Ao contrário disso!

Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.

Há necessidade também de aumentar e melhorar as delegacias especializadas em atendimento às vítimas de violência de gênero, sejam elas crianças, mulheres adultas, homossexuais, etc, tendo em vista que  mais de 30% das vítimas de violência consideraram o atendimento das DM’s ruim ou péssimo, segundo pesquisas recentes.



"Nenhuma mulher gosta de apanhar. O que acontece é que algumas mulheres ficam tão fragilizadas, com a autoestima tão baixa que não conseguem reagir. Mulheres que ficam com tanto medo de seus parceiros ou são tão dependentes financeiramente que não conseguem ir embora!" [A.D.]



Fontes:

http://mapadaviolencia.org.br/mapa2012_mulheres.php






NOTA: Copiar texto e não mencionar a autoria é plágio e é crime! Lei 9.610/98


11/05/2012

Quem sou eu

Breve descrição:

Sou uma sagitariana apaixonada pela vida, pela família (incluindo meus filhos de 4 patas) e também pela natureza. Sou ainda escritora nos momentos de inspiração, blogueira nos momentos vagos, palestrante quando possível, securitária no dia-a-dia e leitora viciada, além de esposa, mãe e outras coisas.

Faço parte do projeto Lê Guarulhos (movimento dos escritores da cidade de Guarulhos) e da AAPAH (Associação dos Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico, também da cidade de Guarulhos) e tenho 3 livros editados:

- Vítimas do Silêncio, lançado em 2008 pela Editora Universo dos Livros. A 2ª edição foi lançada pela Editora Baraúna em 2011; e

- Sentimento Fatal, lançado em 2011 pela editora Dracaena.

Doce Perseguiçãolançado em 2012 pela Giostri Editora.

Meus livros podem ser encontrados diretamente comigo ou em livrarias virtuais e físicas de todo o país.

Sinopse de Vítimas do Silêncio:

Violentada sexualmente, ela preferiu manter o silêncio. Porém, o preço do seu silêncio pode ter-lhe custado alto demais…

… Um caso de abuso sexual …
… Uma tentativa de fuga …
… Um novo crime e ameaças …
… O reencontro com o inimigo …

Uma garota é vítima de estupro e tenta reconstruir sua vida. Mas, quando finalmente acredita ter encontrado o caminho da felicidade e esquecido aquela noite fatídica, um novo episódio a faz despertar para a apavorante certeza de que é absolutamente impossível fugir do passado… E só existe uma alternativa para que a paz retorne ao seu coração e se faça prevalecer a justiça: confrontar seu pior e mais temível inimigo.

Com uma narrativa surpreendente, a autora mantém o suspense até o fim, fazendo com que o leitor tenha de prender o fôlego para acompanhar essa aventura que traz, a cada capítulo, novas revelações e emoções de um passado que já parecia esquecido.

“Vítimas do Silêncio combina ingredientes como Romance, Aventura, Suspense, Sedução e Mistério em um livro que vai prendê-lo do começo ao fim, tendo como pano de fundo a questão do abuso sexual.”

(Nota: Sinopse da 2ª edição).



Sinopse de Sentimento Fatal:


Por amor se mata? O amor destrói? E o ciúme, pode ou não ser controlado? Sentimento Fatal levará você a pensar nessas questões e rever seus conceitos… todos os seus conceitos em relação ao amor.

“Dividida entre a paixão avassaladora do marido Roberto, que tem um ciúme doentio, e o grande amor de infância de Daniel, que ela torna a encontrar dez anos depois, Adriana Diniz Martinez terá de vencer o medo e reencontrar a si mesma… Lutar pela própria integridade e também pela filha Letícia, pela qual é capaz de tudo, sobretudo suportar a violência do marido, sobretudo suportar a própria infelicidade.”



Sinopse de Doce Perseguição:


Uma jovem brutalmente assassinada... Um homem frio e perigoso... Uma promessa de vingança... Graziela tinha apenas quatorze anos de idade quando a irmã fora violentamente assassinada, e ela jurou vingança ao assassino. Essa, porém, seria a missão mais difícil de sua vida, pois, por mais que renegasse seus sentimentos, ela amava o principal suspeito do assassinato... Mas Graziela está disposta a ir até as últimas conseqüências para descobrir a verdade e cumprir sua promessa. Afinal, a paz de seu coração depende exclusivamente disso...




E então, ficou curioso(a)?



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Quando a última árvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come".

(Índios Amazônicos)

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